
O Gado Catrina
Património genético, ambiental e histórico-cultural português. Um legado vivo de valor inestimável, símbolo da pecuária sustentável que preserva o ADN dos Açores.




Guardiã da Paisagem Açoriana
A raça Catrina é muito mais do que um recurso pecuário — é uma guardiã da paisagem e da biodiversidade insular. Ao pastar de forma extensiva, e por vezes em zonas agrícolas de difícil acesso, ajuda a manter vivas áreas que, sem esta raça, estariam condenadas ao abandono, contribuindo assim para a conservação da paisagem agrícola tradicional, e para o equilíbrio natural dos ecossistemas.

Porquê Preservar o Gado Catrina?
- Património Genético — As raças autóctones são um “ativo vivo”, património cultural e genético do país. É essencial preservá-las, pois pertencem ao ecossistema da região e são fundamentais para o equilíbrio da biodiversidade animal e vegetal.
- Sustentabilidade Ambiental — A raça enquadra-se em sistemas de produção de baixo impacto ambiental, com baixas emissões de metano e elevado aproveitamento forrageiro, contribuindo para a neutralidade carbónica.
- Conservação da Paisagem — Ao pastar de forma extensiva em zonas agrícolas de difícil acesso, evita o abandono de áreas agrícolas pobres e contribui para a manutenção da paisagem agrícola tradicional humanizada.
- Resiliência Climática — A conservação é essencial para garantir a resiliência do setor agropecuário perante desafios como as mudanças climáticas, dada a sua termo-resistência e adaptação.
- Valor Socioeconómico — Produz produtos e subprodutos de elevada qualidade, contribuindo para boas práticas alimentares e para a preservação das atividades culturais.
- Identidade Cultural — O gado Catrina contribui para a adoção de boas práticas agroecológicas, fortalecendo a harmonia entre o homem, a terra e os animais. Constitui um exemplo notável de pecuária sustentável.
